Voltar ao blog
22 de abril de 2026·7 min

Quanto custa energia solar em Santa Catarina em 2026?

Faixas reais de investimento em energia solar em SC em 2026: residencial, comercial e industrial, payback médio e impacto do Fio B na conta Celesc.

Quanto custa energia solar em Santa Catarina em 2026?
Instalação Global Solar · Oeste de SC

Se você está cotando um sistema solar em Santa Catarina em 2026, já deve ter percebido que o preço varia muito de empresa para empresa — e não é por acaso. O custo final depende de consumo, tipo de telhado, estrutura de fixação, distância entre os módulos e o quadro elétrico e, claro, da qualidade dos equipamentos. Antes de comparar orçamentos, vale entender o que realmente entra nesse número.

O que entra no custo de um sistema solar

Um projeto fotovoltaico é composto basicamente por módulos solares, inversor, estrutura de fixação, cabeamento CC e CA, string box, aterramento, projeto técnico com ART, homologação na Celesc e mão de obra de instalação. Módulos e inversor somam cerca de 55% a 65% do investimento. O restante é estrutura, cabos, proteções e serviço.

Fatores que encarecem o projeto: telhado de fibrocimento (precisa de estrutura específica), lajes altas, distância grande entre os painéis e o quadro (aumenta bitola de cabo), necessidade de reforço estrutural e sombreamento parcial (que exige otimizadores ou microinversores).

Faixas reais em Santa Catarina

  • Residencial (conta de R$ 250 a R$ 900/mês): R$ 12 mil a R$ 35 mil instalados, sistemas de 2,2 kWp a 8 kWp.
  • Comercial de pequeno e médio porte (conta de R$ 1.500 a R$ 8.000/mês): R$ 40 mil a R$ 150 mil, sistemas de 10 kWp a 45 kWp.
  • Industrial e agroindustrial (demanda contratada, consumo acima de 15 MWh/mês): R$ 200 mil a R$ 2 milhões, com sistemas 75 kWp a 800 kWp.

No Oeste de SC, a irradiação média fica entre 4,7 e 5,1 kWh/m²/dia — bem acima da média nacional. Isso significa que cada kWp instalado gera, em média, de 115 a 135 kWh por mês ao longo do ano. É um dos melhores índices do Sul do Brasil.

Quando o sistema se paga

O payback médio em Santa Catarina em 2026 está entre 3 e 5 anos para sistemas on-grid residenciais bem dimensionados. Comercial de médio porte costuma se pagar em 2,5 a 4 anos, e industrial com tarifa horosazonal em 3 a 5 anos. Depois disso, a geração é líquida — e a vida útil dos módulos é de 25 anos com garantia de performance do fabricante.

E a taxação do Fio B?

A Lei 14.300/2022 instituiu uma cobrança progressiva do Fio B (parcela da tarifa referente ao uso do sistema de distribuição) sobre a energia injetada na rede. Em 2026, sistemas novos homologados pagam 90% do Fio B sobre a energia compensada — e em 2029 essa cobrança chega a 100%. Isso aumenta o payback em cerca de 6 a 10 meses para residenciais, mas não inviabiliza o investimento: a tarifa cheia da Celesc continua subindo acima da inflação, o que mantém a atratividade.

Uma observação importante: os créditos de energia gerados e não consumidos no mesmo mês ficam válidos por 60 meses. Ou seja, o excedente do verão compensa o consumo do inverno sem perda.

A conta final é simples: quanto maior sua fatura hoje, mais cedo o sistema se paga. E a única forma de saber com precisão é fazendo um dimensionamento real — não uma simulação genérica de calculadora online.

Próximo passo

Pronto para ver os números para a sua conta?

Envie sua última fatura da Celesc — devolvemos dimensionamento, orçamento e payback estimado em poucas horas.